Lenda do rap nacional, Mano Brown parece ter uma mente cada vez mais aberta em relação à música. Tendo surpreendido com álbum solo Boogie Naipe misturando R&B, soul, funk, disco, e rap,
o cabeça do Racionais MC's realmente enxerga o movimento de forma ampla.
Questionado sobre sua opinião referente ao atual cenário musical em recente entrevista com o GaúchaZH promovendo passagem pelo festival Planeta Atlântida, o rapper reverenciou Djonga, BK', Emicida, e outros como nomes de peso do cenário, surpreendendo com menção positiva sobre Ludmilla, Iza e Anitta, dizendo enxergar elas dentro dessa mesma cultura.
"Têm surgido nomes bons. A melhor fase do rap é agora. Os melhores letristas da música brasileira estão no rap. É Djonga, Rincon Sapiência, que é impressionante, BK', Luccas Carlos, Emicida, Criolo, Projota, Rael. São esses caras. Se você pensar no que está acontecendo a partir do social, de periferia, vai ver que a Anitta também, assim como a Ludmilla… É um povo, uma raça que estão sendo representados. Não consigo separar o rap da Ludmilla, da Iza, da Anitta. É um corpo só. É o povo caminhando junto. É uma geração emergindo das trevas, do esquecimento, do abandono, do racismo. O inferno da vida de uma pessoa é o abandono. Essas pessoas estão emergindo do inferno, onde elas morreriam anônimas, como muitos morrem, sem reconhecimento, sem valor. A nova música popular brasileira são essas pessoas", declarou o artista do Capão Redondo.
Outro ponto interessante dessa entrevista foi quando Brown foi perguntado sobre sentimento de se apresentar em um mesmo evento que também tem Anitta e Pablo Vittar como atrações, respondendo: "são grandes nomes. Eu as reverencio, são gente que trabalha muito, que luta para estar onde está. São artistas verdadeiros. A Anitta, a Ludmilla e a Iza são mulheres guerreiras. Pablo Vittar está defendendo a bandeira dela, que não sei qual é, mas, se tem, está aí, representando. A gente tem que entender que essa é a nova era. Há várias lutas aí. A do negro, a da mulher, a do índio, a luta contra a homofobia. Respeito todas, e estou aí para aprender. Estamos em nova fase. O que passou, passou. E tem de provar em campo. Sou um cara que ainda tenho valor na música, não só no discurso social".
Nessa mesma conversa, Brown falou sobre mais uma série de questões, e você pode conferir tudo na íntegra clicando aqui.
o cabeça do Racionais MC's realmente enxerga o movimento de forma ampla.
Questionado sobre sua opinião referente ao atual cenário musical em recente entrevista com o GaúchaZH promovendo passagem pelo festival Planeta Atlântida, o rapper reverenciou Djonga, BK', Emicida, e outros como nomes de peso do cenário, surpreendendo com menção positiva sobre Ludmilla, Iza e Anitta, dizendo enxergar elas dentro dessa mesma cultura.
"Têm surgido nomes bons. A melhor fase do rap é agora. Os melhores letristas da música brasileira estão no rap. É Djonga, Rincon Sapiência, que é impressionante, BK', Luccas Carlos, Emicida, Criolo, Projota, Rael. São esses caras. Se você pensar no que está acontecendo a partir do social, de periferia, vai ver que a Anitta também, assim como a Ludmilla… É um povo, uma raça que estão sendo representados. Não consigo separar o rap da Ludmilla, da Iza, da Anitta. É um corpo só. É o povo caminhando junto. É uma geração emergindo das trevas, do esquecimento, do abandono, do racismo. O inferno da vida de uma pessoa é o abandono. Essas pessoas estão emergindo do inferno, onde elas morreriam anônimas, como muitos morrem, sem reconhecimento, sem valor. A nova música popular brasileira são essas pessoas", declarou o artista do Capão Redondo.
Outro ponto interessante dessa entrevista foi quando Brown foi perguntado sobre sentimento de se apresentar em um mesmo evento que também tem Anitta e Pablo Vittar como atrações, respondendo: "são grandes nomes. Eu as reverencio, são gente que trabalha muito, que luta para estar onde está. São artistas verdadeiros. A Anitta, a Ludmilla e a Iza são mulheres guerreiras. Pablo Vittar está defendendo a bandeira dela, que não sei qual é, mas, se tem, está aí, representando. A gente tem que entender que essa é a nova era. Há várias lutas aí. A do negro, a da mulher, a do índio, a luta contra a homofobia. Respeito todas, e estou aí para aprender. Estamos em nova fase. O que passou, passou. E tem de provar em campo. Sou um cara que ainda tenho valor na música, não só no discurso social".
Nessa mesma conversa, Brown falou sobre mais uma série de questões, e você pode conferir tudo na íntegra clicando aqui.

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