MC Sapão esbanja poder

O clima do clipe "Rei do Baile" é de ostentação, mas MC Sapão logo adverte: "Eu gosto do estilo dos rappers americanos, de ternão, milionário, aos ainda falta muito para eu ficar rico gente". A super
produção, orçada em R$200 mil, foi gravada no salão nobre do clube Fluminense, o que é a realização de um sonho para o artista de 36 anos.  — Não sou tricolor, mas já tinha cantado em três casamentos nesse salão. Sempre achei lindo e falei que um dia iria gravar aqui — comemora. Mr. Catra, MC Guimê (parceiros de Sapão na música ) e MC Marcelly (que faz participação especial) também ganharam figurinos especiais para entrar no clima de glamour. Segundo Sapão a ideia do clipe surgiu pelo desejo de unir diferentes gerações do funk.  — Eu cantei a vida toda com o Catra, ele é uma referência das antigas, um rei para mim. Já Guimê é a força da nova geração e Marcelly é a representante das meninas — justifica Sapão.  Mas, afinal, o que é preciso ter para fazer jus à nova música é ser o rei do baile? Sapão aposta no carisma na humildade.  — Não adianta ser rei e maltratar seus súditos — ressalta.
Já para o super tatuado MC Guimê, que lança em setembro um CD com a participação de Negra Li, Claudia Leitte e Emicida, o rei do baile, obrigatoriamente, tem que esbanjar estilo, não se abater com as críticas e trabalhar.  — Nada vem fácil - afirma o jovem de 21 anos. Conhecida pelo sucesso "Bigode grosso", MC Marcelly era uma das mais animadas durante as filmagens. Afinal, no fim da história, ela vira a rainha do baile! - Sapão me convidou e aceitei de primeira, porque adoro o trabalho dele —, derrete-se a cantora de 23 anos, que comemora o lançamento de seu primeiro CD pela gravadora Universal.  O álbum chega às lojas no dia 28 de agosto com 15 músicas, apelidado por ela de bebezinhos. O clipe de MC Sapão ainda contou com a participação especial da Big Time Orchestra, uma das concorrentes da última edição do "SuperStar", da Globo. Com influências que vão do rock ao jazz, passando ainda por blues e soul, a banda de Curitiba já abriu até um show de BB King, em 2012. Gravar um clipe com funkeiros, sem dúvida, foi uma grande novidade para os músicos.  — É uma oportunidade de nos tornarmos conhecidos por um público diferente. Fazemos um som totalmente diverso do funk. Mas, como Catra falou que ia salvar o rock, quem sabe a gente não ajuda nessa tarefa? — brinca o vocalista da banda, Franco Calgaro.

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