Mr. Catra abre sua laje no Rio e fala da carreira, das paixões, dos 30 filhos e apresenta sucessor musical
Cada vez mais famoso por seu funk desbocado, Mr. Catra também é
conhecido por outras peculiaridades, a poligamia e a filharada - são 30
no total, 28 naturais e 2 adotivos. Mas, por trás
desse jeito todo excêntrico, se esconde um pai comprometido, um "sujeito homem", como ele mesmo define, que abriu sua laje no Rio de Janeiro para o R7. Catra recebeu a reportagem do R7 em sua casa, em um condomínio de luxo na Barra da Tijuca, na zona oeste do Rio de Janeiro. Enquanto o funkeiro era aguardado, olhinhos curiosos fitavam nossa equipe, eram os filhos mais novos do cantor que acompanhavam todos os nossos movimentos com aquela curiosidade peculiar da infância
Ao escutar uma voz grave que culminou com aquela risada inconfundível, sabíamos que, em breve, seríamos atendidos pelo rei do funk. Com um óculos estiloso, vestido com uma camisa branca, bermuda preta e um cordão de ouro, Catra começou sua conversa com o R7 sentado em uma cadeira em frente a sua piscina. Mas devido ao barulho de suas crianças, o cantor resolveu que atenderia nossa equipe na cozinha.
— Vocês se incomodam de falarmos aqui? O cheiro tá bom. Já, já vai sair um feijão aqui [Catra soltou aquela risada que lhe é característica] Assim que Catra se sentou em uma cadeira, um cachorro imenso chegou de mansinho e se deitou aos seus pés. O funkeiro tem dois cães da raça Cane Corso, um de nome Urco e o outro chamado Bob "Pode ficar tranquilo, o Urco é muito manso e o filho dele também. Aqui são dois cães, o Urco e o Bob. Eu também os chamo de filhos", disse dando aquela risada O cachorro recebeu alguns cuidados do cantor, que limpou uma secreção dos olhos do cão com um lenço umedecido. Após esse ritual, a conversa começou Catra falou do seu novo trabalho na música, disse que vai se aventurar em um projeto que, além do funk, vai passar pelo rock. Antes de fazer sucesso como o rei dos proibidões, Mr. Catra tinha uma banda de rock chamada O Beco. Ele fazia shows em festivais de música de escolas e faculdades nos anos 80. Era guitarrista do grupo — É um DVD feito com muito cuidado. Esse trabalho tem muitas parcerias e muita gente boa, vai agradar a todos. Tem o Luiz Carlos da Raça Negra, o Dodô do Pixote, Arlindo Cruz e muitos outros. Passo pelo funk, tem um pouco de hip hop e rock. Eu também sou roqueiro Uma briga comum entre irmãos interrompeu a conversa com o cantor. As crianças discutiam por causa de doces e o pai Catra entrou em ação.
— O que está havendo aí? Olhas as coisas aí... Deixa a mãe de vocês ver isso daí. Vai dar merda se colar chiclete pela casa, hein Após repreender os filhos, o funkeiro continuou a conversa e disse que vai homenagear Tim Maia em seu novo trabalho.
— Nesse novo trabalho, eu cantei até algumas coisas de Tim Maia e fiz com muito respeito aos meus fãs, tá ligado? Eu juntei a seleção brasileira do videoclipe para fazermos a nossa música de trabalho, já gravamos e agora estamos finalizando AnteriorPróxima
O cantor está muito feliz
com a decisão de seu filho mais velho, Allan, de ter entrado para o mundo do
funk. Batizado de MC Alandin, o jovem é cotado para ser o sucessor
do pai no mundo da música.
—Já sei para quem vou deixar meus fãs. O Allan está seguindo meus passos. Não vou abandonar a música, mas temos que nos preparar para o futuro e ele vai poder dar todo o suporte pra família se eu faltar MC Alandin já tem uma música de trabalho que canta com o pai. O nome é sugestivo: "Uma Senta no Colo do Pai e a Outra Senta no Colo do Filho" Recentemente, Catra abriu uma casa de shows em São Paulo e está animado com a nova empreitada.
— Abri em Atibaia e só posso dizer que está sendo sucesso total. Lá tocamos mais música eletrônica, funk, house e muito rap. Já começou bombando e isso é muito bom Uma das paixões de Catra é sua moto Rocker na cor azul, da Harley Davidson
— Eu sou motoqueiro. Tá ligado? Minha moto é uma relíquia, é uma Rocker, da Harley Davidson. Coisa de colecionador. Me amarro em moto. Mas não é para correr e, sim, para dar uma volta, bem suave. É uma relíquia! Quando questionado sobre suas esposas, o cantor (que na foto segura um de seus netos) se limitou a dizer que as ama, mas não entrou em detalhes sobre os seus amores.
— As minhas esposas representam a minha vida. Cada uma tem a sua casa e a gente se entende muito bem. Eu preciso de ajuda e minhas mulheres me ajudam a tomar conta disso tudo aqui Catra se orgulha da família e de todos os filhos que têm.
— Eu tenho 30 filhos, 28 biológicos e dois adotivos. Aqui eu acordo e levando com 16. Vamos pensar que a minha vida é um castelo e cada casa que eu tenho é um cômodo. E sempre tem lugar para um puxadinho Para o cantor, o amor que sente por cada filho é igual, sejam biológicos ou adotivos.
— Quando o filho nasce no coração é um milagre perfeito. Tudo que Deus proporciona no amor é aceito de bom grado. Minha família são meus bens. Amigos também porque eles são a família que eu escolhi Catra é formado. Ele só não pegou seu registro na Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), mas fez a faculdade de Direito. E incentiva que os filhos permaneçam estudando.
— O segredo para tratar cada filho com individualidade é olhar para a virtude de cada um e dar uma moral para isso. E aqui em casa todo mundo estuda Silvia Regina é a mulher "oficial" de Catra ou, como ele mesmo diz, "minha fiel". Silvia fez questão de acolher os filhos do funkeiro em sua casa. Mr. Catra e Silvia estão juntos há quase 20 anos.
— Eu sou mãe de todos aqui. Cinco são filhos do Negão comigo. Os outros são dele e eu aceitei aqui na nossa casa. Para mim é normal Silvia cuida da casa e explica sua matemática diária para dar conta e atender a todos.
— Aqui em casa tudo é multiplicado por trinta. Mas, no café da manhã, são 50 pães todos os dias porque tem que pensar naqueles que gostam de comer mais um. Se um vai à rua, tem que trazer doces para todos. Dividimos tudo. O que faz para um, se faz para todos Silvia dá atenção, carinho e cuida de todos. Fortalece os laços afetivos entro todos os irmãos. Age como um elo e une sua família.
— Aqui cada filho tem o seu lugar e seu horário de carinho. Sempre tem um colo. A base é aqui e eu nunca estou distante de ninguém. Somos uma grande família e muito unida. E não interessa de que mãe é. Aqui só tem irmãos A mulher de Catra encara as puladas de cerca do marido com naturalidade. E se autoclassifica como pilar da casa onde mora.
— Sobre os amores, eu encaro como normal. Nesse castelo do Catra, eu sou o pilar. É muito tempo, já são mais de 20 anos juntos. Família, nós construímos juntos. A gente é tranquilo e todo mundo é da paz. Aqui é casa de família, tem amor e muita tranquilidade.Silvia não aceita ser tachada de machista, prefere ser "realista".
— Hoje em dia os casamentos são muito ligados em interesse. Aqui tem amor de verdade. Eu não posso ficar me ligando no que acontece na rua. Não sou machista, mas digo que, se você tem um marido, segura. Se você tem um casamento bom, preserve. Eu não posso dar um mole desse, olha a minha família Silvia disse que conheceu a natureza de pegador de Catra ao se encontrar com ele pela primeira vez e afirmou que, se depender dela, nada muda.
— Quando eu me envolvi com ele, já sabia que a natureza dele era assim. Ele era casado, mas eu não sabia. Quando fui ver já estava amando esse negão. Amor é se entregar e entender até onde o outro te ama. Deixar fluir sempre
desse jeito todo excêntrico, se esconde um pai comprometido, um "sujeito homem", como ele mesmo define, que abriu sua laje no Rio de Janeiro para o R7. Catra recebeu a reportagem do R7 em sua casa, em um condomínio de luxo na Barra da Tijuca, na zona oeste do Rio de Janeiro. Enquanto o funkeiro era aguardado, olhinhos curiosos fitavam nossa equipe, eram os filhos mais novos do cantor que acompanhavam todos os nossos movimentos com aquela curiosidade peculiar da infância
Ao escutar uma voz grave que culminou com aquela risada inconfundível, sabíamos que, em breve, seríamos atendidos pelo rei do funk. Com um óculos estiloso, vestido com uma camisa branca, bermuda preta e um cordão de ouro, Catra começou sua conversa com o R7 sentado em uma cadeira em frente a sua piscina. Mas devido ao barulho de suas crianças, o cantor resolveu que atenderia nossa equipe na cozinha.
— Vocês se incomodam de falarmos aqui? O cheiro tá bom. Já, já vai sair um feijão aqui [Catra soltou aquela risada que lhe é característica] Assim que Catra se sentou em uma cadeira, um cachorro imenso chegou de mansinho e se deitou aos seus pés. O funkeiro tem dois cães da raça Cane Corso, um de nome Urco e o outro chamado Bob "Pode ficar tranquilo, o Urco é muito manso e o filho dele também. Aqui são dois cães, o Urco e o Bob. Eu também os chamo de filhos", disse dando aquela risada O cachorro recebeu alguns cuidados do cantor, que limpou uma secreção dos olhos do cão com um lenço umedecido. Após esse ritual, a conversa começou Catra falou do seu novo trabalho na música, disse que vai se aventurar em um projeto que, além do funk, vai passar pelo rock. Antes de fazer sucesso como o rei dos proibidões, Mr. Catra tinha uma banda de rock chamada O Beco. Ele fazia shows em festivais de música de escolas e faculdades nos anos 80. Era guitarrista do grupo — É um DVD feito com muito cuidado. Esse trabalho tem muitas parcerias e muita gente boa, vai agradar a todos. Tem o Luiz Carlos da Raça Negra, o Dodô do Pixote, Arlindo Cruz e muitos outros. Passo pelo funk, tem um pouco de hip hop e rock. Eu também sou roqueiro Uma briga comum entre irmãos interrompeu a conversa com o cantor. As crianças discutiam por causa de doces e o pai Catra entrou em ação.
— O que está havendo aí? Olhas as coisas aí... Deixa a mãe de vocês ver isso daí. Vai dar merda se colar chiclete pela casa, hein Após repreender os filhos, o funkeiro continuou a conversa e disse que vai homenagear Tim Maia em seu novo trabalho.
— Nesse novo trabalho, eu cantei até algumas coisas de Tim Maia e fiz com muito respeito aos meus fãs, tá ligado? Eu juntei a seleção brasileira do videoclipe para fazermos a nossa música de trabalho, já gravamos e agora estamos finalizando AnteriorPróxima
—Já sei para quem vou deixar meus fãs. O Allan está seguindo meus passos. Não vou abandonar a música, mas temos que nos preparar para o futuro e ele vai poder dar todo o suporte pra família se eu faltar MC Alandin já tem uma música de trabalho que canta com o pai. O nome é sugestivo: "Uma Senta no Colo do Pai e a Outra Senta no Colo do Filho" Recentemente, Catra abriu uma casa de shows em São Paulo e está animado com a nova empreitada.
— Abri em Atibaia e só posso dizer que está sendo sucesso total. Lá tocamos mais música eletrônica, funk, house e muito rap. Já começou bombando e isso é muito bom Uma das paixões de Catra é sua moto Rocker na cor azul, da Harley Davidson
— Eu sou motoqueiro. Tá ligado? Minha moto é uma relíquia, é uma Rocker, da Harley Davidson. Coisa de colecionador. Me amarro em moto. Mas não é para correr e, sim, para dar uma volta, bem suave. É uma relíquia! Quando questionado sobre suas esposas, o cantor (que na foto segura um de seus netos) se limitou a dizer que as ama, mas não entrou em detalhes sobre os seus amores.
— As minhas esposas representam a minha vida. Cada uma tem a sua casa e a gente se entende muito bem. Eu preciso de ajuda e minhas mulheres me ajudam a tomar conta disso tudo aqui Catra se orgulha da família e de todos os filhos que têm.
— Eu tenho 30 filhos, 28 biológicos e dois adotivos. Aqui eu acordo e levando com 16. Vamos pensar que a minha vida é um castelo e cada casa que eu tenho é um cômodo. E sempre tem lugar para um puxadinho Para o cantor, o amor que sente por cada filho é igual, sejam biológicos ou adotivos.
— Quando o filho nasce no coração é um milagre perfeito. Tudo que Deus proporciona no amor é aceito de bom grado. Minha família são meus bens. Amigos também porque eles são a família que eu escolhi Catra é formado. Ele só não pegou seu registro na Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), mas fez a faculdade de Direito. E incentiva que os filhos permaneçam estudando.
— O segredo para tratar cada filho com individualidade é olhar para a virtude de cada um e dar uma moral para isso. E aqui em casa todo mundo estuda Silvia Regina é a mulher "oficial" de Catra ou, como ele mesmo diz, "minha fiel". Silvia fez questão de acolher os filhos do funkeiro em sua casa. Mr. Catra e Silvia estão juntos há quase 20 anos.
— Eu sou mãe de todos aqui. Cinco são filhos do Negão comigo. Os outros são dele e eu aceitei aqui na nossa casa. Para mim é normal Silvia cuida da casa e explica sua matemática diária para dar conta e atender a todos.
— Aqui em casa tudo é multiplicado por trinta. Mas, no café da manhã, são 50 pães todos os dias porque tem que pensar naqueles que gostam de comer mais um. Se um vai à rua, tem que trazer doces para todos. Dividimos tudo. O que faz para um, se faz para todos Silvia dá atenção, carinho e cuida de todos. Fortalece os laços afetivos entro todos os irmãos. Age como um elo e une sua família.
— Aqui cada filho tem o seu lugar e seu horário de carinho. Sempre tem um colo. A base é aqui e eu nunca estou distante de ninguém. Somos uma grande família e muito unida. E não interessa de que mãe é. Aqui só tem irmãos A mulher de Catra encara as puladas de cerca do marido com naturalidade. E se autoclassifica como pilar da casa onde mora.
— Sobre os amores, eu encaro como normal. Nesse castelo do Catra, eu sou o pilar. É muito tempo, já são mais de 20 anos juntos. Família, nós construímos juntos. A gente é tranquilo e todo mundo é da paz. Aqui é casa de família, tem amor e muita tranquilidade.Silvia não aceita ser tachada de machista, prefere ser "realista".
— Hoje em dia os casamentos são muito ligados em interesse. Aqui tem amor de verdade. Eu não posso ficar me ligando no que acontece na rua. Não sou machista, mas digo que, se você tem um marido, segura. Se você tem um casamento bom, preserve. Eu não posso dar um mole desse, olha a minha família Silvia disse que conheceu a natureza de pegador de Catra ao se encontrar com ele pela primeira vez e afirmou que, se depender dela, nada muda.
— Quando eu me envolvi com ele, já sabia que a natureza dele era assim. Ele era casado, mas eu não sabia. Quando fui ver já estava amando esse negão. Amor é se entregar e entender até onde o outro te ama. Deixar fluir sempre
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